Quando nos sentimos rejeitados, rejeitamos a nós mesmos

– Filha, não acredito que você não jantou na escola de novo! Sério mesmo, Maíra? Não tem nada preparado em casa, agora você vai me dar trabalho! Por que você faz isso comigo?

Quando eu era pequena, estudava num colégio integral. Meu pai me deixava na escola às 7h da manhã e minha mãe me buscava umas 19h. Sim, eu ficava mais de 12h longe de casa! Almoçava, lanchava e jantava no refeitório da escola. Com frequência, eu deixava de jantar e aquilo tirava minha mãe do sério.

Me lembro de muitas noites pegar a mochila e ficar no corredor da recepção esperando meu nome ser anunciado pelo microfone, anunciando a chegada dela. Escutava o barulho das crianças brincando no pátio e não queria saber de passar tempo com elas, eu só pensava em voltar para casa.

Eu lembro que não jantava porque não curtia muito o cardápio. Mas hoje acredito que, inconscientemente, também queria um pouco de atenção da minha mãe. Meu pai chegava em casa bem mais tarde, perto da meia-noite, já que ele estudava à noite, e minha mãe chegava em casa, nos dava banho e nos metia na cama.

Eu sei que ela devia estar esgotada, que era isso que ela conseguia dar conta. Mas entender que ela fez o que ela podia não apaga o quanto eu me sentia rejeitada quando ela deixava claro o quanto se decepcionava comigo nas noites que eu não jantava na escola.

Numa sessão de Thetahealing revisitei esta cena, que se repetiu inúmeras vezes na minha infância. Enquanto buscávamos o que eu sentia naquele momento, identifiquei uma voz que vinha dentro de mim: “eu não devia ter nascido, eu sou horrível, eu faço mal à minha mãe, eu não deveria existir”

Contei esta história numa live que fiz com a Daniela Gusmão, sobre Como as Feridas Emocionais da Infância nos Impedem de Ser os Pais que Queremos Ser.

Nesta LIVE eu contei o quanto foi importante eu identificar que a ferida mais marcante na minha infância foi a da REJEIÇÃO. Sabendo disso, pude cuidar dessa dor e fui deixando de projetá-la em algumas situações com a Nara.

Tomar consciência de nossos feridas emocionais é o primeiro passo para curá-las. 💗

🙋‍♀️ Eu e a Dani Gusmão fizemos juntas o Workshop Online “Feridas emocionais da infância”. Você pode saber detalhes sobre este evento clicando aqui.

🌸🌸🌸

Espero que este artigo tenha te ajudado.

Se você curtiu, deixe um comentário ou compartilhe este texto nas redes sociais. Dessa forma você me ajuda a difundir meu trabalho. 🤗

🌸🌸🌸

Cadastre-se para receber conteúdo gratuito e atualizado do Canto Maternar.

A inscrição é gratuita!