6 Motivos Para Não Bater no Seu Filho

Já deveríamos ter superado esta alternativa como forma de corrigir a criança. Temos que admitir que quando batemos, é porque NÓS PERDEMOS O CONTROLE, é porque queremos controlar a criança. E isso se dá porque fomos muito controlados na infância.

Porque apanhamos e sobrevivemos não temos que aceitar que tudo bem.

Veja 6 motivos para não bater em seu filho:

1) Todo mundo tem o direito a ter sua integridade física e psíquica respeitadas (inclusive as crianças). É curioso pensar que já não consideramos aceitável bater em mulheres, mas que ainda tenha quem defenda bater em crianças para educar. Como podemos nos achar no direito de invadir o corpo de outra pessoa? É muito desrespeitoso e incoerente, porque usamos o argumento de que a criança tem que nos respeitar e desrespeitamos sua integridade quando batemos.
2) Quando batemos, ensinamos que a violência é o caminho para solucionar problemas. Bater nas crianças faz elas normalizarem a violência e entenderem que ela é aceitável nas relações. Inclusive isso explica porque tanta gente bate no peito pra defender que tudo bem bater nos filhos para educar.
3) Respeito não se ganha com violência. O medo sim. No fundo o adulto quer que a criança o obedeça, faça o que ele quer e ele entende que isso é respeitá-lo. Mas muitas vezes esse “respeito” é obediência cega, a criança faz o que o adulto quer porque tem medo de ser rejeitada, abandonada, punida, agredida, humilhada. Isso não é respeitar, é se submeter. Ela não aprende a agir melhor porque assimilou aquele valor, porque integrou aquele comportamento e passou a agir daquela forma porque se sente melhor agindo assim, mas porque tem medo da reação do adulto.
4) As palmadas provocam medo, desconexão com os pais, raiva e baixa autoestima. Uma criança que se comporta mal não está se sentindo bem. O mau comportamento é sempre um pedido de ajuda, existe uma necessidade não atendida por trás. Se rotulamos a criança e focamos em corrigir sem pensar no que pode estar gerando o mau comportamento dela, ela se sente incompreendida, desconectada do adulto. Se humilhamos, castigamos, batemos, ela vai se sentir pior. Acredite, se ela fez algo de errado, ela já está se sentindo mal e ela só pode agir melhor quando se sentir melhor. Portanto, o foco deveria ser sempre ajudá-la a se sentir melhor, nunca o contrário.

(Leia o post infância Como criar um cantinho da calma com seu filho e fugir do castigo)

5) A criança aprende que o amor se expressa com violência (e pode ter relacionamentos abusivos no futuro). Sendo o adulto da situação, deveríamos ser exemplo e ensinar a criança a se manter calma em situações desafiadoras. O adulto, quando bate, não está conseguindo lidar com a própria raiva, com a própria frustração. Não é justo que a criança pague por isto, os adultos deveriam encontrar formas de se educar emocionalmente para não descontar suas dores na criança
 6) Não há dor pior do que ser ferido por alguém que você ama. Não é doloroso pensar que as pessoas que você mais ama e em quem deveria confiar te maltratam justamente quando você perde seu controle, comete algum erro e está mais precisando de ajuda e apoio? Como você vai acreditar que é possível confiar em alguém no futuro? Como você vai olhar para o mundo?
Seu objetivo é criar um sobrevivente ou uma pessoa que tenha confiança, amor próprio, respeito por si mesma e pelos demais?

Você apanhou quando era criança? Lembra do que sentia nessas ocasiões? Acha mesmo que tudo bem provocar isso no seu filho? Acha que tudo bem seu marido bater em você caso você faça ou diga algo que o desagrade? Seria estranho aceitar isso dele, não? Por que será que ainda aceitamos bater em crianças quando bater num adulto nos parece inconcebível? Percebe o quanto as crianças são invisíveis na nossa sociedade?

Simplesmente reflita! Escute seu interior! Conecte com sua criança interior e veja se tem sentido mesmo você repetir que tudo bem ter apanhado, que só te fez bem.

E pode ser que você tenha vontade de bater de vez em quando, que um impulso nasça dentro de você e te pareça incontrolável. Que isso te assuste, te dê medo porque não é como você quer agir. Então procure ajuda, terapia, espaços de escuta empática, redes de apoio. Você já é adulto e pode se fazer responsável por romper este ciclo de dor. Não dá mais pra justificar seus atos dizendo que seus pais fizeram isso com você e que não há problema algum. Bater dói e tem consequências que vão muito além da dor física. Você está passando mensagens para o seu filho: de que tudo bem ser violentado por quem te ama, tudo bem agredir se perdemos o controle. As chances de ele se envolver em relações abusivas no futuro, tanto em relacionamentos amorosos, quanto com seus próprios filhos, é muito maior. Será mesmo que é isso que você quer para o futuro dele?

Temos tanto para limpar dentro de nós, que é natural que seja difícil para você. Não se deixe paralisar pela culpa ou pelo medo, busque alternativas para curar suas feridas e honrar seu passado. É possível romper esta cadeia, não podemos mais sustentar uma educação com base no medo e na dor.

Acredite, promover essa mudança vai ser fundamental pra curar a geração de nossos filhos. Eles vão nos agradecer!

Mas então como colocar limites?

Meu filho vai virar o rei da casa? Agora tenho que deixar ele fazer o que quer? Se eu não puser limites agora ele vai me bater no futuro!

Não! Abrir mão do castigo e da palmada não é ser permissivo, é educar com respeito! Seu filho não vai te agredir no futuro por falta de tapa, pelo contrário. As palmadas vão ensiná-lo a achar que tudo bem bater. Como você pode querer que ele entenda que não pode bater se você está batendo nele?

E sim, pode ser que você esteja com uma pulga atrás da orelha: ah, falar é fácil, quero ver acontecer. Para ser sincera, eu também achava impossível, não tinha ideia como seria isso de abrir mão do castigo. Como nunca apanhei, essa parte não achava tão desafiadora. Mas quando comecei a ler sobre Criação Com Apego, me abri para aprender. E desde que estava grávida, não parei de ler e estudar sobre estes temas, de trocar com outras pessoas que também estão fazendo esta busca. E vendo que era possível, quis criar este espaço para ajudar outros pais ou educadores a trilharem este caminho.

E te afirmo que sim é possível e, mais do que isso, é sua oportunidade de se curar. Quando oferecemos aos nossos filhos o amor que não recebemos, estamos também resgatando o nosso amor por nós mesmos. Dar amor incondicional vai curar as suas feridas emocionais da infância.

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Seu filho está passando por uma fase difícil e você não sabe como oferecer apoio? Ele está apresentando algum comportamento desafiador e você não entende porque ou não sabe como lidar? Está se sentido mal por estar sem paciência e não conseguir manter a calma?

Eu ofereço atendimento individual como Consultora em Criação e Comunicação Consciente e posso te ajudar a construir uma relação mais empática e acolhedora com seu filho, sem que isto se torne um peso para você. Quer saber mais sobre meu atendimento? Clique aqui para entrar em contato com a minha assistente.

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Espero que este artigo tenha te ajudado.

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